Fonte DVI Radiologia

Foto: Divulgação

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O sorriso perfeito é o cartão de visita, e dentes saudáveis não são meros adereços estéticos

             Brocas, alicates e agulhas. À primeira vista, esses instrumentos assustam boa parte das pessoas que visitam um dentista. Muitos acabam até esquecendo que a boca abriga diversas doenças que, se não forem tratadas corretamente, colocam em risco não apenas a saúde bucal mas também a saúde em geral.

      Hugo Rosin, diretor executivo da DVI Radiologia – empresa especializada em diagnóstico por imagem em Odontologia –, aponta quais são os mitos e verdades mais comuns, esclarecendo algumas dúvidas bastante corriqueiras durante o tratamento odontológico:

1. Se a pessoa não sentir dor, não precisa ir ao dentista.
Mito. Mesmo sem apresentar dor, a visita ao dentista é fundamental, pelo menos duas vezes ano, pois várias enfermidades da boca, como bruxismo (ranger ou apertar os dentes durante o sono) e periodontite (grau mais avançado da gengivite), podem ter uma progressão silenciosa.

 

2. Tomar muito antibiótico na infância pode deixar os dentes mais fracos.
Parcialmente Verdade. Alguns medicamentos, como a tetraciclina, podem provocar má-formação nos tecidos dentários. Entretanto, tudo depende da dose administrada e da idade em que o paciente toma esse medicamento. Geralmente, antibióticos não causam esse tipo de problema.



3. Inflamação e infecção gengival podem causar problemas cardíacos.
Verdade. Sim, pois as bactérias, que se acumulam na gengiva podem migrar para os tecidos do coração, provocando uma infecção conhecida como endocardite bacteriana. É preciso ficar atento, porque o mau hálito pode ser um indício de problemas não bucais, oriundos do sistema digestório ou respiratório.

 

4. O chiclete pode ser benéfico para a saúde bucal. 
Verdade. Pode ser benéfico se o chiclete for rico em xilitol, um tipo de açúcar que não provoca cáries. O chiclete estimula a salivação, que tem a propriedade de impedir a progressão da cárie em seu estágio inicial. Entretanto, é preciso tomar um outro cuidado: mascar chiclete por mais de 20 minutos pode provocar fadiga na musculatura da mastigação.


5. O flúor fortalece os dentes do bebê.
Verdade. O flúor ajuda na prevenção das cáries em qualquer idade, porém, crianças com menos de quatro anos costumam ingerir a pasta dental, o que não é recomendado. Essa ingestão pode provocar uma doença chamada fluorose, que são manchas provocadas no esmalte dentário por causa da ingestão excessiva de flúor. Nesse caso é recomendado que bebês e crianças até quatro anos de idade, usem pasta dental sem flúor.


6. Cárie é contagiosa.

Verdade. Sim, a cárie pode ser transmitida pelo beijo ou compartilhamento de objetos pessoais que vão à boca, como a escova de dente.


7. O amálgama (restauração de cor prata) é tóxico.
Verdade. O amálgama contém mercúrio e, além de não ser um material estético, seus resíduos podem contaminar tanto o meio ambiente quanto o profissional e o paciente, se a manipulação não for correta. Há inúmeras alternativas de materiais resinosos, que são esteticamente mais seguros.


8. Gravidez aumenta a propensão às cáries e deixa as gengivas mais sensíveis.
Parcialmente Verdade. Nesse período, a mulher sofre diversas alterações hormonais, que podem gerar um aumento nos problemas gengivais (sangramento, retrações da gengiva), na quantidade de cáries e na sensibilidade dental as temperaturas. Outro fator que explica essa fragilidade na saúde bucal é a mudança nos hábitos alimentares na gravidez, mas isso pode variar de pessoa para pessoa.

9. Durante a gravidez, o exame radiográfico pode prejudicar o feto.
Mito. Se feito com a proteção adequada (avental de chumbo), o exame não é prejudicial ao feto. Porém, para evitar possíveis problemas durante este período, sua realização é indicado somente em casos de urgência.


10. O dente do siso só pode ser arrancado quando cresce.
Mito. O dente do siso pode ser extraído antes de “nascer”. Diversos fatores levam à extração do dente, como falta de espaço na arcada, por oferecer risco de comprometer os dentes vizinhos ou por estar parcialmente irrompido e oferecer dificuldade de higienização. 








Hugo Rosin é diretor executivo da DVI Radiologia, cirurgião-dentista formado pela FORP–USP, especialista em radiologia pela FOP–Unicamp e especialista em ortodontia pela FOAR–Unesp.

Diagnóstico odontológico